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Botas Texanas em Barão do Triunfo / Rio Grande do Sul

Botas Texanas em Barão do Triunfo / Rio Grande do Sul

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Conheça um pouco mais sobre  Barão do Triunfo Rio Grande do Sul:

Gentílico: baronense

Histórico

HISTÓRICO DO MUNICÍPIO

Em 1888, o governo da Província do Rio grande do Sul, resolveu demarcar as terras localizadas na Serra do Herval, sendo criada a sede do 1º distrito de São Jerônimo chamada de colônia de Barão do Triunfo.
No dia 16 de abril de 1889, a embarcação que trazia o restante dos imigrantes ancorou no porto da capital Gaúcha, Porto Alegre. Ao desembarcarem do navio Solferino, as famílias foram distribuídas em grupos de vinte pessoas e colocadas em pequenos barcos para seguirem viagem pelo Rio Jacuí em direção ao Município de são Jerônimo. Chegando à localidade conhecida como Charqueadas ( Hoje um Município da região Carbonífera). Dias depois, os imigrantes foram trazidos para um local conhecido como Faxinal. De Charqueadas até o Faxinal, os imigrantes trouxeram os seus pertences em carretas puxadas a bois.
O distrito de Barão do Triunfo pertencia ao município de São Jerônimo, com uma área de aproximadamente 16.000 hectares, estando distante da sede do município 63 quilômetros. ?Sua situação geográfica é 8º36?30? a oeste do Rio de Janeiro, latitude sul, e está situada a 260 metros acima do nível do mar. O início do município ocorreu em 1889, quando migrantes europeus ali chegaram. Desembarcaram em Charqueadas, porto do Rio Jacuí. Daí rumaram em carroças puxadas por bois até o local chamado Faxinal, onde foram alojados em barracões construídos pelo Governo, até se instalarem definitivamente nos lotes de imigração. Partindo de Faxinal, com suas famílias e todos os seus pertences (ferramentas rudimentares, tais como: foice, machados, picão, enxadas, facões, fornecidas pelo Governo da Província), iam abrindo seu próprio caminho e traçando seu próprio destino. A caminhada foi penosa. Em todo o caminho foram encontradas dificuldades que retardavam o avanço, tais como animais selvagens, matas de difícil penetração, terreno acidentado, etc.
Chegando ao local de destino, os lotes já estavam demarcados e os imigrantes foram distribuídos por linhas demarcadas. Sendo assim os italianos foram assentados na Linha Dona Francisca, Dona Amélia, Estrada Geral e no local que havia sido destinado para sede da Colônia de Barão do Triunfo, nome este escolhido em homenagem ao grande General José Joaquim de Andrade Neves, que se destacou na guerra dos farrapos, entre 1835 e 1845; os poloneses também ocuparam parte da Estrada Geral e no local que hoje é conhecido como Arroio Grande; os alemães foram assentados nas linhas Artur Vilela, Alfredo Silveira e Fernando Abott; os espanhóis, em parte da linha Alfredo Silveira, Linha Acioli, Linha Brandão, Linha José Montauri; os suecos, os austríacos e franceses, que eram em pequeno grupo, foram distribuídos em todas as linhas. Os franceses, que não eram colonos, aqui não permaneceram por muito tempo, retornando para as cidades de origem.
Depois de alojados em seus lotes e adaptados ao meio, iniciou-se efetivamente a colonização. Mesmo sem tecnologia para a agricultura, as colheitas eram fartas, devido à fertilidade das terras. Cada grupo de imigrantes, por nacionalidade, produzia o que conhecia de seu país de origem. Sendo assim, os italianos, de imediato, plantaram seus parreirais, árvores frutíferas, hortaliças, etc.
A produção gradativamente foi aumentando. O excedente da produção passou a ser comercializado nas cidades próximas, como Barra do Ribeiro, Guaíba, Arroio dos Ratos e São Jerônimo. Eram os carroceiros da Vila que realizavam este transporte, partindo daqui com seus carroções puxados por burros, levavam os produtos que trocavam por outros aqui não existentes. Nesta viagem demoravam-se por volta de quinze dias entre ida e volta. Entre os produtos comercializados, destacavam-se o vinho, a cachaça, o trigo, o milho e o feijão.
Nos primeiros anos, houve um período de progresso na localidade. Aproveitaram as quedas d'agua do local para instalarem pequenas serrarias, moinhos de trigo e milho, descascadeiras de arroz e, também, para produzir energia elétrica. Porém, houve um fator que contribuiu decisivamente para o atraso do desenvolvimento do distrito de Barão do Triunfo, que foi o desastre ecológico ocorrido no dia 15 de janeiro de 1941, quando uma tromba d?agua, caracterizado como "enchente de 41" destruiu, em poucos minutos, residências, moinhos, serrarias, plantações, cantinas, criações, 33 pontes, pontilhões e até mesmo modificando a geografia nas proximidades do Arroio Baicuru, sendo que o próprio leito do arroio, em certos trechos, foi desviado pela violência das águas. Somente a ponte de Faxinal ficou em pé. Durante 2 anos o Distrito ficou isolado do resto do município. Passou a faltar tudo. A agricultura foi destruída, e de fora nada podia chegar, pois não havia estradas, nem pontes, só a pé ou, raramente, a cavalo se podia ainda chegar ali. Muitos foram embora, para tentar a sorte em outro lugar. Os que aqui permaneceram tiveram que recomeçar como seus antepassados. Após muita luta e perseveranças surgiram dias melhores.
Um fator que contribuiu para minimizar o impacto da enchente foi a criação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais em Barão do Triunfo. Por iniciativa do vigário local, Padre José Wiest, oferecendo assistência social e assistência técnica aos trabalhadores rurais em geral. Em 23 de outubro de 1892 foi fundada na sede da Vila Barão do Triunfo uma sociedade denominada "Societa Fratellanza Italia", organizada pelos imigrantes de origem italiana, com o objetivo de congregar sócios para fins assistenciais e culturais. No ano de 1938, esta sociedade passa a se chamar: "Sociedade Beneficente e Recreativa Cruzeiro", devido ao Decreto Lei nº 383, de 18 de abril de 1938, baixada pelo governo da República, que exigia a nacionalização de todas as sociedades culturais e estrangeiras. Em 1980, o nome da sociedade é novamente alterado, passando a se chamar "Sociedade Cultural e Recreativa Cruzeiro.
Os imigrantes europeus que vieram para Barão do Triunfo trouxeram para a localidade sua religiosidade, erguendo de imediato sua pequena capela confessional, que era inicialmente atendida pelo Vigário de São Jerônimo. Esta situação manteve-se até o ano de 1929, quando assumiu o primeiro Vigário residente, que passou a atender a Matriz de Barão do Triunfo e as Capelas adjacentes; esse trabalho foi feito pelo padre Guilherme José Wiest.

Um novo município está florescendo na Serra do Herval (encosta oriental da Serra do Sudeste). Este faz parte do grupo de novos municípios criados no território Rio Grandense. Tendo como sua data de fundação dia 20 de março de 1992.

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