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Botas Texanas em Maximiliano de Almeida / Rio Grande do Sul

Botas Texanas em Maximiliano de Almeida / Rio Grande do Sul

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Conheça um pouco mais sobre  Maximiliano de Almeida Rio Grande do Sul:

Gentílico: almeidense

Histórico

Maximiliano de Almeida Rio Grande do Sul - RS
Histórico
Maximiliano de Almeida município acentado na região Nordeste do rio Grande do Sul, situado entre o Rio Ligeiro, Forquilha e Pelotas possui seus vales fertilíssimos entrecortados com extensões de coxilhas onduladas. Outrora coberta de floresta e aglomerados de pinhais. Hoje campo e lavoura fruto de nossa agricultura e pecuária.
Há pouco mais de um século, a região era habitada por índios, animais selvagens, peixes, aves, enfim, tudo o que se refere a natureza. Nada havia de civilização.
Porém a humanidade adquire novos conhecimentos, avança e penetra nas grandes descobertas e invenções, Maximiliano de Almeida também viria a ser descoberto e pisado pelo homem. Isso ocorreu no tempo em que o Rio Grande do Sul vivia pela Revolução de 1893. Mas as picadas abertas pelos revolucionários serviam da trilha para os primeiros povoadores. Inicialmente aqui chegaram famílias de Portugueses que não deixaram gravados seus nomes na história. O que se sabe é que seus apelidos era de ?Ganchos?. Os primeiros casebres construídas onde hoje se situa a cidade de Maximiliano de Almeida.
A terra fértil, madeira a vontade e muita água atraíram colonizadores vindos de Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Flores da Cunha, São Leopoldo, Guaporé, Estrela, Antônio Prado, Monte Negro, Sananduva e outros. Isso sem contar aqueles que vieram diretamente da Europa, principalmente da Itália. Algumas das primeiras famílias a povoar e a colonizar nossas terras foram: João Provin, Augusto Piana, Genuíno Variano, José Muterlle, Edmundo Rodrigues, José Marchioro, Abelo Boff, Solidonio Campos, Jacinto Zacarias, Angelo Paeze, Estefano Barancelli, Antonio Wittmann, Luiz Benim, Antonio Cirino dos Santos, Maurilio Leite, Dr. Umberto Bucci, Luiz Dal?Igna, Pe. Frei Geronimo e muitos outros, junto com a agricultura e a indústria de madeira começou paralelamente com
o desenvolvimento do comércio.
O centro da administração da Vila Sede do Pinhal era a inspetoria de terras. Com a Revolução de 1923, os anti-governistas expulsaram o chefe da inspetoria o Sr. Pedrinho dos Santos. No dia 8 de maio de 1923 foi metralhado o escritório da comissão de terras, atingindo com morte a esposa do sub-prefeito, com ela morria a esperança de se formar uma grande cidade. Estariam sendo demarcadas 60 colônias de terras, área essa quase toda reservada para criar-se uma cidade (geograficamente escolhido o local para desenvolver a região) com a expulção da Inspetoria de terras, o escritório da comissão de terras transferiu­se para o Castelinho de Erechim.
A Vila deu uma parada no crescimento e só voltou a desenvolver lentamente anos depois. Em primeiro de abril de 1927, pela Lei nº 222, foi elevada a categoria de 12º Distrito de Lagoa Vermelha com o nome de Maximiliano de Almeida por ser ele o intendente do município, como agrimessor procedeu o loteamento desta cidade, tendo como
o primeiro Sub Prefeito o Sr. Joaquim Borba de Freitas. Depois de 18 anos quando Marcelino Ramos se emancipou passamos a pertencer como 3º Distrito do novo município e em 1958 com a emancipação de Viadutos, passamos a pertencer como segundo distrito.
O distrito continuou prosperando tendo o povo se dado conta de sua responsabilidade do exemplo de tantos outros. Paim Filho estava tentando pela terceira vez sua emancipação. Maximiliano de Almeida vendo que Paim Filho se emanciparia e nós íamos pertencer-lhes como distrito. Mais do que depressa foi criado uma comissão emancipacionista assim constituída: Presidente Dr. Fernando Konarzeveski, Vice-Padre Luiz Lovatel, Secretário Luciano Artemio Barabcelli, Tesoureiro Gibrail Cirino dos Santos. Faziam parte também da comissão: Evaldo Strassburger, Silvio Provin, Danilo Scorteganha, Danilo Variani, Achiles Braguirolli, Dinarte Raimundo Ribeiro, Reinaldo Oneta, José Sutil, Altair Scorteganha, João Chiocheta, Francisco Schell, Edmundo Rodrigues da Costa, Valdir Palmas, João Batista Variani, Dionísio Variani, Alcides Variani, Arnoldo Schwrzbach, Nelson Variani, Achiles Braghirolli, e o voto sim venceu a eleição do plebiscito.
Sabia-se que nem um dos distritos que pretendiam se emancipar tinha condições, mas com a influência política e para surpresa de todos, emanciparam-se os dois distritos, Maximiliano de Almeida e Paim Filho, e na mesma oportunidade foram emancipados no Estado os Municípios de Tramandaí, Catuípe e Sapucaia do Sul em 27 de dezembro de 1961, pela Lei 4266/61. Decretada pelo governador Leonel de Moura Brizola. No dia 11 de março de 1962 houve a eleição para prefeito, vice-prefeito e vereadores, foi feito umacoligação inter-partidária entre todos os partidos da época, registrado como ?UNIÃO PRÓ MAXIMILIANO DE ALMEIDA?. Foi indicado como prefeito o Sr. Luciano Barancelli, vice-prefeito o Sr. João Chiocheta. Os vereadores foram os seguintes: Achiles Braguirolli, Silvio Provin, Muzarte C. Rodrigues, Dionizio Variani, Rovílio Dal Bello, Mário Colla, valdir Palmas, Antonio Pelicer e Arnoldo Schwaarzbach. A posse do prefeito, vice-prefeito e vereadores foi no dia 15 de março de 1962.
Gentílico: almeidense

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Maximiliano de Almeida, por ato municipal nº 226, de 01-04-1927, subordinado ao município de Lagoa Vermelha.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Maximiliano de Almeida figura no município de Lagoa Vermelha.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII­1937.
Pelo decreto-lei estadual nº 720, de 29-12-1944, o distrito de Maximiliano de Almeida deixa de pertencer ao município de Lagoa Vermelha para ser anexado ao novo município de Marcelino Ramos.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito permanece no município de Marcelino Ramos.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.
Elevado à categoria de município com a denominação de Maximiliano de Almeida, pela lei estadual nº 4266, de 27-12-1961, desmembrado de Marcelino Ramos e Machadinho. Sede no antigo distrito de Maximiliano de Almeida. Constituído do distrito sede. Instalado em 15-03-1962.
Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Alteração Toponímica Distrital
Pelo decreto-lei estadual nº 720, de 29-12-1944, transfere o distrito de Maximiliano de Almeida do município de Lagoa Vermelha para o de Marcelino Ramos.

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